Laser traz avanços também no tratamento de doenças raras de pele

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Doenças que causam alterações aparentes na pele costumam representar grandes transtornos para quem convive com estes problemas. Se lembrarmos que a acne, que é tão comum, normalmente têm efeito negativo sobre a autoestima das pessoas, é fácil imaginar o que passam pessoas que têm doenças mais raras. Falar sobre o assunto, difundindo informações corretas sobre estas doenças, que, na maioria das vezes, não são transmitidas pelo contato, e a possibilidade de contar com novas tecnologias para o tratamento são dois bons aliados para os pacientes.
O uso do laser, uma tecnologia altamente segura, difundida há décadas na Dermatologia, vem constantemente apresentando evoluções, proporcionando alívio e bons resultados para o tratamento de diversas doenças, inclusive algumas menos conhecidas, como a Esclerose Tuberosa, uma doença genética também conhecida como Síndrome de Bourneville-Pringle ou Epilóia.
Cerca de 90% dos pacientes com a doença tem como sintomas manifestações na pele, com aparecimento de nódulos de cor vermelha ou cereja, geralmente na região facial. Por ser rara e pouco conhecida, o diagnóstico muitas vezes é tardio e a falta de informação dificulta o tratamento. “A esclerose tuberosa, que ganhou destaque em 1980, com o lançamento do filme ‘O Homem Elefante’, é uma doença neurocutânea, de causa genética e não transmissível. As fibroses, fibras do tecido da pele, crescem desordenadamente, formando pequenos tumores, benignos, mas que se não forem tratados, vão continuar se desenvolvendo e crescendo sobre a pele”, explica a médica dermatologista Christiana Blattner, membro efetivo da Sociedade Brasileira de Dermatologia.
O tratamento pode ser feito com laser de tecnologia Erbium e ND Yag, capaz de destruir os nódulos, sem afetar a pele ao redor. O laser é usado no tratamento de cicatrizes, rejuvenescimento, micoses de unha, entre outras aplicações. “Ao mesmo tempo que atinge camadas profundas da pele, ele não é agressivo, agindo através da difusão profunda de calor no interior da pele, promovendo a contração imediata do tecido”, explica a Dra. Christiana, de Campinas. “Como as manifestações da doença são individuais, o tratamento também vai depender do tipo das lesões apresentadas, por isso a consulta ao médico é fundamental”, comenta a especialista. “No caso da esclerose tuberosa, como tem ligação com o sistema neurológico, e pode até incluir convulsões na infância e deformidades esqueléticas, muitas vezes exige assistência e cuidados de uma equipe médica multidisciplinar”, comenta a médica Christiana Blattner.
Por ser rara, de pouco conhecimento e com manifestações cutâneas e sistêmicas, a esclerose tuberosa pode ter diagnóstico tardio, provocando problemas psicológicos e sociais, prejudicando a qualidade de vida de seus portadores. O dermatologista tem papel fundamental no diagnóstico e tratamento da doença. “Quanto antes for feito o diagnóstico, melhor será o tratamento e a qualidade de vida da pessoa acometida pelo problema”, conclui a especialista.

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